É bom saber mudar de tom
E se um dia você se perdesse de si e acontecesse de não mais lembrar o antigo mesmo rosto ao olhar-se no espelho. Se o desejo lhe tirasse o ar bem no meio do caminho, quão baixinho escutaria suas canções?
E se um dia você esquecesse a hora e o agora não tivesse a mesma pressa. E se essa inércia de ser sempre o mesmo tivesse um fim como um começo anunciando o que há por vir. Ainda assim deixaria de sorrir?
E se a certeza estivesse na sua mão, se não houvesse um não, se não houvesse se. E se a preocupação não viesse com o cinza desse dia, até quando esperaria pra mostrar a própria luz?
E se em mim houvesse o teu fim, já não bastava escrever ou jogar fora tantas palavras de mudança. Confortaria a idéia do se, que deixa no mesmo lugar a ordem chata de tudo o que é não. Anda, me dá sua mão, talvez com o mundo de cabeça pra baixo o espelho possa refletir outra imagem sua, porque já não haverá um se, um não, um nada.
p.s: à menina sorridente, que inspira tanta gente.



Que texto lindo. O “se” atrapalha tanto. E não há nada melhor do que se perder, fazer coisas não habituais. Esse texto, ao meu ver, quer dizer muito mais que essas palavras. Pena que nós leitores não sabemos os motivos por trás dele. Mas essa dedicatória final já diz muita coisa, sr. Gerson. kkkkkk
Beijo
Lindo..! A menina Adorou! =) Beijo.
Que bom que gostou. =)