Aumenta que é Rock and Roll

Por Gerson Quirino em 13/07/2010 às 17:02

Hoje é o dia mundial do Rock e o Mais Que Nada não deixaria esse espaço sem a devida menção ao ritmo que mudou o mundo.

Muita coisa se passou desde os primeiros acordes e solos virtuosos, provavelmente feitos pela primeira vez em uma garagem qualquer. Seu berço, claro, foi os Estados Unidos da América, terra onde fervia a modernidade e qualquer movimentação artística da época. Era início dos anos 50 e o quadro social era de grande alívio. Aos poucos, os cidadãos esqueciam a era Truman e, com ela, as grandes guerras que puseram em sério risco os ideais do sonho americano. O movimento hippie nem sonhava em dar os primeiros passos, mas seu futuro lema já estava incutido na mentalidade pós-guerra dos jovens que pregavam a paz e o amor e reinventavam a sociedade. Hollywood ditava a moda e o jazz foi lentamente substituído dos bailes de formatura por um som novo, que misturava os melhores estilos americanos às batidas e swing de ritmos da África. Nascia aí o Rock and Roll.

Diferente do que a Igreja sempre pregou, e pra infelicidade de alguns fãs menos ortodoxos, o Diabo não é o pai do rock. Os dois maiores postulantes a este grau de parentesco são Jackie Brenston e Chuck Berry. Jackie, por ter feito a primeira gravação oficial de uma música considerada neste estilo. Chuck, por ter reproduzido em sua guitarra o que viria ser o maior clássico do Rock and Roll até os dias de hoje.

Jackie Brenston, 1951, com Rocket 88. Nota-se a composição de acordes e arranjos que se tornariam característicos nos primeiros passos do Rock:

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Chuck Berry, 1955, com Johnny Be Good. Como diria Marty McFly, em “De volta para o Futuro”,  “esta é uma música antiga, bem… antiga no lugar de onde eu venho. Talvez vocês não estejam preparados pra isso, mas os seus filhos vão adorar…”

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Elvis Presley consolidou o ritmo ao gravar inúmeros álbuns e transformou o mundo sem ter feito um único show fora dos Estados Unidos. O tempo passou e o rock, que desde o início sonhava alto, não se contentou em ser apenas um estilo musical. Tornou-se a voz dos jovens num grito por liberdade e combate a qualquer tipo de adversidade. Estudiosos afirmam que antes do seu nascimento, a música era dividida em nacionalidades, regiões, raças, instrumentação, religião e técnicas vocais. O rock veio pra unificar a linguagem da música, como uma torre de babel às avessas, não em mesmos estilos, mas em acessibilidade a quem quisesse ouvi-la. O rock era de todos, tocava em qualquer rádio e era feito em qualquer garagem. Justamente por isso, tomou proporções enormes com influências nos principais pólos de cultura do mundo, cresceu tanto que se permitiu fragmentar em vários gêneros dentro da mesma distorção em over drive.

Há 25 anos, 1985, foi criado o Live AID, evento que contou com os maiores nomes do rock mundial em prol do combate à fome na Etiópia, desde então, o dia 13 de junho é considerado o dia mundial do Rock and Roll. Pelas contas, esse simpático rebelde está completando 60 anos de idade. O velhinho ainda mostra vigor impressionante e é de longe o ritmo mais tocado no planeta. Durante essa exagenária jornada, teve filhos que de fato não mereceram sua paternidade, mas o legado até os dias de hoje mostra todo o seu potencial de renovação e a confirmação de que essa história só está no começo.

Os deixo com o Top 50 dos maiores clássicos do Rock and Roll:

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